11 de setembro de 2026 · por Dra. Marisa Kelly Nunes
Tratamento para vasinhos nas pernas em BH: o que some, o que volta e como cuidar

Setembro em Belo Horizonte tem esse jeito de apressar as coisas. O casaco ainda está na cadeira do quarto, mas o vestido leve já voltou para o cabide da frente e a saia que passou o inverno guardada pede uma chance. É provando roupa com pressa, numa manhã dessas, que muita mulher repara outra vez naquelas linhas finas atrás do joelho, na coxa, no tornozelo. E procura tratamento para vasinhos nas pernas em BH ali mesmo, de pé no quarto, ainda com o cabide na mão.
Elas não apareceram ontem. Só ficaram visíveis de novo.
Por que os vasinhos aparecem nas pernas
Vasinho é um vaso muito fino, bem rente à superfície da pele, que dilatou e passou a aparecer. O nome técnico é telangiectasia, e ele não é sujeira, não é falta de cuidado e não é castigo por nada que você fez.
Quem manda nessa história é a circulação de retorno. O sangue sobe das pernas para o coração contra a gravidade, empurrado pela musculatura da panturrilha e segurado por válvulas delicadas dentro das veias. Quando esse sistema trabalha sob pressão por muito tempo, os vasinhos da superfície são os primeiros a ceder. Por isso eles combinam tanto com certas rotinas: quem passa o dia inteiro em pé atrás de um balcão, quem passa o dia inteiro sentada numa cadeira de escritório, quem cruza as pernas sem perceber, quem carrega peso, quem já teve gestação.
Some a isso a herança de família, que pesa mais do que gostaríamos, as oscilações hormonais ao longo da vida e o sol que a gente tomou sem filtro na perna durante anos. Não é uma causa só. É um conjunto, e ele explica por que duas amigas com a mesma rotina têm pernas tão diferentes.
Vasinho ou variz? A pergunta que muda tudo
Essa distinção vem antes de qualquer aparelho ligar.
Vasinho é estético. É fino, superficial, vermelho ou arroxeado, desenha aquele mapinha na pele e não dói. Variz é outra conversa: veia mais calibrosa, saliente, às vezes tortuosa, e costuma vir acompanhada de sintomas que a paciente já conhece de cor. Peso nas pernas no fim do dia. Inchaço que marca o elástico da meia. Cãibra de madrugada. Coceira na canela. Sensação de perna cansada mesmo sem ter andado muito.
Quando esses sinais aparecem, o assunto deixa de ser estético e passa a ser saúde venosa. O caminho ali é o angiologista ou o cirurgião vascular, com exame de imagem, porque tratar só o vasinho da superfície sem olhar o que acontece embaixo é enxugar gelo. Na avaliação, se eu vejo esse quadro, eu digo. Encaminhar não é perder paciente, é cuidar direito, do mesmo jeito que a gente faz quando uma pele com rosácea precisa de dermatologista antes de qualquer protocolo.
Como funciona a secagem de vasinhos
Quando o caso é mesmo estético, o trabalho é bonito de acompanhar.
O laser transdérmico entrega energia que atravessa a pele e é absorvida pela hemoglobina dentro daquele vaso fino. O vaso aquece, a parede colaba e ele se fecha. Depois disso, o próprio organismo faz o resto: ao longo das semanas seguintes, o corpo reabsorve aquela estrutura que deixou de funcionar, e o desenho na pele vai sumindo devagar. O sangue continua circulando normalmente, porque existem outras vias para ele. Nenhum vaso importante é perdido.
Não é uma sessão e pronto. A quantidade depende do calibre, da cor, da quantidade e da região, e o intervalo respeita o tempo de reabsorção. Sobre a sensação: arde. É um calor rápido, parecido com um elástico fininho estalando na pele, que passa quase junto com o disparo. Dá para conversar durante a sessão, e a maioria das pacientes acha mais confortável do que imaginava. Prometer conforto absoluto seria fácil e seria mentira.
O cuidado antes e depois é metade do resultado
Essa é a parte que quase ninguém explica, e é a que mais muda o que você vai ver no espelho daqui a dois meses.
Antes da sessão, a pele precisa estar sem bronzeado e sem autobronzeador. Pele bronzeada absorve energia onde não deveria e aumenta o risco de mancha, a mesma lógica que a gente já explicou nos cuidados antes e depois da depilação a laser. Nada de cera ou lâmina na véspera. Conte sempre o que você usa, inclusive anticoncepcional, anti-inflamatório e suplemento, porque isso entra na conta. E beba água de verdade nos dias que antecedem, porque hidratação boa ajuda o sistema linfático a fazer o trabalho de limpeza depois.
Depois da sessão, a regra de ouro é sol nenhum na área tratada por algumas semanas, com protetor reaplicado mesmo em dia nublado. Evite sauna, banho muito quente e exercício pesado nas primeiras quarenta e oito horas, porque calor dilata o que a gente acabou de fechar. Hidratante todo dia, sem esfregar. Se a meia de compressão for indicada para o seu caso, use pelo tempo combinado, sem improvisar com meia apertada de gaveta. E caminhe. Caminhada é a bomba muscular da panturrilha trabalhando a seu favor, de graça, todo dia.
Uma marquinha arroxeada no trajeto do vaso nos primeiros dias é esperada e faz parte do processo. Ela sai.
O que esperar, sem enfeitar
O clareamento é gradual e acontece ao longo de semanas, não na saída da sala. Vasinhos finos respondem melhor e tendem a sumir. Os mais calibrosos costumam clarear bastante e às vezes pedem mais sessões ou outra abordagem.
E tem uma verdade que eu faço questão de dizer na avaliação: tratar os vasinhos de hoje não muda a predisposição que você herdou. Outros podem aparecer com o tempo, e a manutenção faz parte do plano, como acontece no cuidado com as estrias ou com a pele do rosto. Isso não é derrota. É a perna que você tem, tratada com honestidade e mantida bonita ao longo dos anos.
Como é na Clin Clin
A conversa começa sentada, na poltrona da sala, com o café que a Rose faz. A gente olha a perna com calma e com luz boa, escuta a rotina, pergunta do trabalho, da gestação, da história da mãe e da avó, do inchaço no fim do dia. Só depois disso é que se fala em protocolo.
A avaliação é conduzida pela Dra. Marisa Kelly Nunes, Biomédica Esteta, CRBM 14.754. Dali sai um plano com as duas partes: o que a gente faz aqui, em que ritmo, e o que você faz em casa todo dia. Quando o quadro é de doença venosa, a gente diz e indica o médico certo antes de qualquer sessão.
A clínica fica na Cachoeirinha, em Belo Horizonte, num sobrado que não tem cara de consultório. É de propósito. Cuidar da perna que te leva à praça, ao trabalho, à pista de dança na festa de sábado merece um lugar onde dê vontade de ficar.
Se a saia voltou pro cabide da frente e você anda desviando dela por causa dos vasinhos, dá para resolver isso com calma e critério. Agende sua avaliação ou fale com a Clin Clin no WhatsApp (31) 99880-9808.
