13 de julho de 2026 · por Dra. Marisa Kelly Nunes

Tratamento de olheiras em BH: por que nem toda olheira é igual

Mulher madura de cabelos grisalhos junto à janela numa manhã de inverno, xícara de café nas mãos, olhar sereno e descansado na luz quente

Tem uma foto que a gente não gosta. Aquela do fim da tarde, luz fraca, em que o rosto parece cansado mesmo depois de uma noite boa de sono. A gente olha e pensa: não é sono, isso já é meu. Muita mulher chega aqui na Cachoeirinha com essa frase pronta, pedindo tratamento de olheiras em BH, achando que existe uma injeção só que resolve. E a primeira coisa que a gente faz é a menos esperada: a gente olha de perto para entender que tipo de olheira é a sua, porque não existe uma só.

Por que a olheira aparece, e por que ela engana

Olheira é um daqueles assuntos que todo mundo acha simples até sentar na poltrona. A região embaixo do olho é a pele mais fina do corpo. Ela quase não tem gordura para amortecer, e o que passa por baixo dela, vaso, sombra, osso, aparece na superfície com facilidade. Por isso duas amigas com a mesma “olheira” podem ter causas completamente diferentes.

Na prática, a gente costuma separar em três histórias. A olheira pigmentar tem tom amarronzado, é excesso de melanina naquela pele, comum em quem tem a pele mais morena ou retinta. A olheira vascular puxa para o azulado ou arroxeado, é o desenho dos vasinhos aparecendo através da pele fina, e costuma piorar com noite mal dormida e tela demais. E tem a olheira de fundo de vale, que na verdade é sombra: uma depressão entre a pálpebra e a bochecha que a luz preenche de escuro, mesmo sem mancha nenhuma.

Saber diferenciar isso não é preciosismo. É o que decide se o seu tratamento vai funcionar ou só gastar seu dinheiro.

O tratamento de olheiras muda conforme o tipo

Aqui mora a parte que a gente mais insiste em ensinar, porque é onde a maioria dos arrependimentos começa. Preencher uma olheira que é mancha não clareia mancha nenhuma. Clarear uma olheira que é sombra não devolve o volume que sumiu. Cada tipo pede um caminho.

A olheira pigmentar responde a clareamento: protocolos que renovam a pele e tiram o excesso de melanina da área, com muita paciência e proteção. A olheira vascular pede leveza, cuidado com a circulação e, às vezes, laser específico para vaso, sempre com critério redobrado por causa da delicadeza da região. Já a olheira de fundo de vale é a única em que o ácido hialurônico entra bem: uma quantidade pequena, na profundidade certa, para devolver o apoio que a luz precisa e apagar a sombra. É a mesma substância que a gente usa com tanto carinho no preenchimento labial natural em BH, só que aqui em dose ainda mais discreta.

E existe o caso que ninguém gosta de ouvir, mas que faz parte de uma clínica ética: às vezes a resposta é esperar, ou cuidar da qualidade da pele antes, com hidratação profunda, como no skinbooster. Dizer “ainda não” quando é “ainda não” também é tratamento.

Segurança numa região que não perdoa

Embaixo do olho não há espaço para pressa. É uma área de vasos importantes, pele fina, e um preenchimento mal indicado ali pode inchar, arroxear ou criar aquele aspecto de bolsa que ninguém pediu. Por isso, quando o caminho é injetável, duas coisas são inegociáveis para a gente: quem aplica e o que se aplica.

O que se aplica é ácido hialurônico reabsorvível, que cumpre seu papel e vai embora com o tempo, sem deixar nada permanente para trás. Nada de PMMA, aquele material definitivo que a Resolução CFM nº 2.461/2026 tirou de cena com toda razão. Nossos protocolos na Clin Clin são livres de PMMA, e numa região tão delicada isso importa ainda mais: o que se pode ajustar é o que se pode consertar. O definitivo, embaixo do olho, é um risco que a gente simplesmente não corre.

O cuidado antes e depois

Metade do resultado mora no combinado, não na aplicação. Antes, a pele precisa chegar calma: sem sol recente na área, sem ativo forte nos dias anteriores, e com uma conversa honesta sobre o seu sono, sua rotina e o quanto de tela entra na sua noite. Olheira vascular melhora muito só com hábito, e a gente fala isso mesmo que não venda nada com isso.

Depois, o cuidado é leve e constante. Pode ficar um leve arroxeado ou uma pequena marca de agulha por um ou dois dias, que se disfarça fácil. A região pede frescor, cabeça um pouco mais alta para dormir nas primeiras noites, nada de esfregar. E o de sempre, o que a gente repete olhando no olho: protetor solar todos os dias, porque no pigmentar é o sol que desfaz o que a gente constrói. O inverno de Belo Horizonte, com o sol mais brando, é uma boa janela para começar esse tipo de cuidado.

O que esperar do resultado

Vale combinar desde já: olheira raramente some por completo, e quem promete isso está vendendo, não cuidando. O que um bom tratamento de olheiras entrega é um olhar mais descansado, uma sombra mais leve, uma pele que reflete melhor a luz. Na olheira de fundo de vale, o alívio da sombra aparece quase de imediato. No pigmentar, é conquista de semanas, com constância. No vascular, é mais manejo do que cura, e a sinceridade sobre isso poupa frustração.

O bonito é quando a paciente volta e diz que ninguém percebeu o que ela fez, só notaram que ela andava com boa cara. Essa é a nossa medida de acerto.

Como é na Clin Clin

Antes de qualquer coisa, tem a leitura. A Dra. Marisa Kelly Nunes, Biomédica Esteta (CRBM 14.754), examina a área com calma, testa a olheira na luz, aperta de leve para entender se é mancha, vaso ou sombra, e só então desenha o caminho. Muitas vezes é um caminho combinado, cada recurso no que faz de melhor. E, sim, às vezes é um caminho de paciência. Aqui ninguém aplica no automático.

E tem o resto, que também é cuidado. A poltrona boa, o café, o tempo sem relógio em cima, a luz morna da sala. A gente gosta de pensar que cuidar do olhar cansado é, no fundo, dar um respiro para a mulher inteira que chega, não só para a pele embaixo dos olhos.

Seu olhar conta a sua história, e cuidar dele não é vaidade, é gentileza consigo mesma. Se essa vontade bateu, a gente começa juntas, no tempo certo.

Agende sua avaliação ou fale com a Clin Clin no WhatsApp (31) 99880-9808.

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