16 de julho de 2026 · por Dra. Marisa Kelly Nunes
Cicatriz de acne em BH: o que trata de verdade a marca que a espinha deixou

Tem uma luz de manhã que não perdoa. Entra pela janela de lado, encontra o rosto no espelho e revela cada relevo. É nessa hora que muita mulher repara na cicatriz de acne que ficou, anos depois de a acne ter ido embora. A espinha passou, mas deixou o recado gravado na pele. E a pergunta que chega aqui na Cachoeirinha é quase sempre a mesma, dita meio baixo: isso ainda tem jeito?
Tem. Cicatriz de acne tem tratamento, e a gente faz isso todo dia na Clin Clin. Mas antes de falar de técnica, precisamos combinar uma coisa que muda o rumo de tudo: nem toda marca que a acne deixa é cicatriz.
Mancha não é cicatriz, e o tratamento sabe disso
Essa é a primeira lupa que a gente coloca. Muita gente chama de cicatriz o que na verdade é mancha, e são coisas bem diferentes, com caminhos diferentes.
A mancha é cor. Aquele tom acastanhado ou avermelhado que sobra depois que a espinha some. É pigmento na superfície, e ele responde bem a clareamento orientado, a peeling e ao laser que mira a melanina. Com método e paciência, a mancha desbota. Se o seu caso pende mais para esse lado, vale ler o que a gente escreveu sobre tratamento de manchas e melasma em BH, porque a lógica ali é justamente essa.
A cicatriz é textura. É perda de tecido, uma depressãozinha que a luz denuncia quando bate de lado. Aqui não adianta clarear, porque não falta cor, falta volume. Precisamos reconstruir por baixo o que a pele perdeu, estimulando colágeno novo. É outro trabalho, e é dele que este texto trata.
Os tipos de cicatriz de acne, e por que uma técnica só raramente resolve
Nem toda cicatriz de acne é igual. As mais comuns no rosto são as atróficas, aquelas em que a pele afunda, e elas costumam aparecer em três formatos que vale reconhecer.
As chamadas ice pick são estreitas e fundas, como se um alfinete tivesse marcado a pele em pontos. As boxcar são mais largas, de bordas definidas, lembram uma cratera rasa e bem desenhada. E as rolling, as onduladas, acontecem quando traves de fibrose puxam a pele para baixo por dentro, deixando o rosto com um relevo de duna, que muda conforme a luz.
Ler esse mapa é o primeiro trabalho de verdade. Cada tipo pede uma resposta, e quase sempre a resposta certa é uma combinação, não uma técnica sozinha prometendo dar conta de tudo.
O que trata de verdade
O microagulhamento é a base de boa parte dos protocolos. Com agulhas finas, a gente provoca microestímulos controlados que acordam os fibroblastos, as células que fabricam colágeno. A pele entende aquilo como um chamado para se reconstruir e vai preenchendo a depressão de dentro para fora, sessão após sessão. Não é mágica, é fisiologia trabalhando a seu favor.
Para as rolling, aquelas presas por baixo, entra a subcisão. É uma manobra delicada que solta as traves de fibrose, libertando a pele que estava ancorada. Sem esse passo, a cicatriz volta a afundar por mais colágeno que se estimule por cima. Soltar a âncora é o que permite que a pele suba de novo.
O laser também tem o seu lugar. O Ômer Smart trabalha a textura e ajuda a uniformizar o tom, útil justamente naqueles rostos em que mancha e cicatriz convivem no mesmo lugar. E quando faz sentido, associamos bioestimuladores e PDRN para dar mais fôlego ao colágeno novo. Todos os nossos protocolos são livres de PMMA, seguindo a Resolução CFM nº 2.461/2026. Isso não é detalhe burocrático, é a garantia de que nada permanente e arriscado vai ser injetado no seu rosto em nome de um atalho.
Agora a parte honesta, que a gente faz questão de dizer olhando nos olhos: cicatriz de acne melhora muito, e às vezes surpreende, mas raramente some por completo. O combinado certo devolve lisura, devolve luz e devolve uma relação mais leve com o espelho. A gente trabalha por evolução real, não por foto tratada.
O cuidado antes e depois, que é metade do trabalho
Metade do resultado mora no que você faz longe da clínica, e ninguém costuma contar isso.
Antes, pele calma trabalha melhor. Nada de espremer, de esfoliar demais ou de chegar com o rosto irritado. Se você usa algum ácido mais forte em casa, a gente ajusta o esquema junto, com dias de folga, para não somar irritação com irritação.
Depois, protetor solar é inegociável. Pele em reconstrução e sol de Belo Horizonte combinam mal, e mancha nova é o preço de pular essa etapa. Hidratar bem, beber água, dormir o que der. E, acima de tudo, ter paciência com o calendário: as sessões respeitam um intervalo de mais ou menos quarenta e cinco dias porque é esse o tempo que o colágeno novo pede para amadurecer. Apressar não adianta, só cansa. Cuidar de cicatriz de acne é um trabalho de estações, não de um dia.
Como é na Clin Clin
Aqui a avaliação vem antes de qualquer agulha. A Dra. Marisa Kelly Nunes, Biomédica Esteta (CRBM 14.754), olha o seu rosto de perto, na luz certa, reconhece o tipo de cicatriz, entende o seu tom de pele e a sua rotina, e só então desenha o protocolo. Sem pacote pronto, sem prometer o impossível.
E tem o resto, que também trata: a poltrona boa, o café, a luz morna da sala, o tempo sem relógio em cima. Porque cuidar da pele que a acne marcou é também cuidar de uma autoestima que ficou marcada junto, lá atrás, numa fase difícil. A gente sabe disso, e leva a sério. Nem parece clínica. Parece carinho.
Se aquela luz da manhã anda te incomodando no espelho, talvez seja hora de uma conversa sem pressa.
Agende sua avaliação ou fale com a Clin Clin no WhatsApp (31) 99880-9808.
